Botafogo 0 x 3 Santa. Postagem bicado

Não se posta nada chapado. Vitória, Porra! de 3 x 0 na casa deles! jogando um futebol lindo. ** Divirtam=se com os links. sama ** vitoria coralBotafogo 0 X 3 Santa. Bêbadyo não posta nada. Se der, um link lindo. E a manchete da ESPN: “Santa atropela Botafogo”. ** que belezaSção 23h45. Botafogo 0 x 3 santa. **...

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É pau, é pedra, é o começo do caminho…

Amigos corais, comemos bola. Eu e Gerrá combinamos milhares de textos durante a semana, mas era conta para pagar, reunião de projeto, fila para o Timemania, tentativas as mais infelizes de comprar passagem com desconto para o Rio de Janeiro, que chegamos ao dia do jogo contra o Botafogo de Regatas com uma postagem irada sobre o desastre que foi o acesso ao Arrudão no jogo passado. Deixemos as águas de março para lá, vem chegando o verão. O poeta que nos perdoe, mas hoje é pau, é pedra, é o começo do caminho para o Santa. O Botafogo já está garantido na Série A (não fez mais que a obrigação, com seus R$ 40 milhões de cota de TV,por sinal). Eles já estão curtindo a vida numa boa. Hoje, para o Santa, é peroba no pé, é madeira. Nessas horas (e em muitas outras), eu gostaria de ter muito dinheiro na conta, para viajar com vários amigos para curtir o Rio de janeiro na sexta, ir à praia no sábado e, depois de tomar umas, seguir para o jogo do Santa. Depois da vitória suada, curtir a Cidade Maravilhosa na noite do sábado, o restante do domingo e chegar ao Recife. Bem, para isso terei que trabalhar muito, escrever algum best-seller etc. Por hoje, é procurar algum boteco aqui perto de casa com uma TV boa e pedir uma gelada. E torcer, torcer, gritar, pular e, se tudo der certo, seguir firme rumo á Série A. Bora, Santa! ** ps. Para tirar qualquer dúvida sobre a “cessão” do nosso estádio para o jogo do Náutico, vejam a excelente nota oficial publicada no site do Santa:...

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Polícia para quem?
nov11

Polícia para quem?

Não é indignação o que estou sentindo com o acesso da torcida no famoso Portão 9. É a mais pura raiva mesmo. Depois alguém escreve sobre a importante vitória. Que encontre inspiração. Eram 20h quando cheguei com meu ingresso para ver um jogo decisivo do meu time. Ou seja, estávamos a meia hora do início da partida. Havia um caos completo. A rua estava numa escuridão quase completa. Cenário perfeito para confusão, roubos, brigas. Falam rios das “Torcidas Organizadas”, mas ninguém lembra que temos uma “Polícia Desorganizada”, incapaz de organizar o acesso de pessoas com ingresso a um evento esportivo. A cada minuto, a multidão se amontoava, porque ninguém saia do canto. Ficamos parados, por vários minutos, até que saí e fui para perto da entrada, ver o que estava acontecendo. Os PMs da Tropa de Choque estavam retirando todas as barras de ferro que botam, em um jogo ou outro, para organizar a fila, e jogando na calçada! Tudo isso no breu. Era inevitável que, quando abrissem para a massa entrar, haveria mais confusão. Minha sorte foi ter dado uma de jornalista, para ver a merda toda. No meio desse caos completo, uma quantidade imensa de carros, no meio do povo que estava do lado, esperando algo se resolver. Quando a PM liberou a massa, foi correria, gente caindo, chorando. “Painho, painho!”, gritou um jovem, ao ver seu pai quase sendo esmagado. O homem se levantou e saiu correndo. Foi assim que a torcida do Santa entrou ontem, nas arquibancadas. Tropeçando, correndo, esbaforida, tentando se proteger. Uma manada. Cada um tentando escapar de uma queda. Isso implica estudo, planejamento, previsão de torcida, reconhecimento do local. Eu vivo batendo nesta tecla. A PM só vai trabalhar de forma decente e ordenada quando criar um batalhão não de CHOQUE, mas de acesso e acompanhamento de eventos esportivos. Consegui entrar, porque no meio disso tudo, um sujeito afastou a barra de ferro e algumas pessoas conseguiram passar. Quando passamos pelas catracas, parecíamos uns refugiados que tinham pisado em um solo seguro. Teve gente entrando com 15, 20 minutos depois do jogo, e repetindo: “Tem meio mundo de gente do lado de fora”. Na saída do estádio, vocês sabem o que mais atrapalhava o fluxo da massa coral: a escuridão e os vários ônibus da PM. Ou seja – o único lugar do entorno do Arruda que não poderia estar escuro, era na saída do Portão 9. O único lugar que vários ônibus não deveriam estar, era junto da saída do Portão 9. Sei que nem o governador, nem o comandante da PM, nem ninguém vai fazer porra nenhuma. Torço para que...

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A alma de um time em um gesto
nov10

A alma de um time em um gesto

Amigos corais, o futebol tem lances que são eternos. Lances e gestos. Poderia passar a manhã lembrando alguns. Vou a um dos mais inesquecíveis. Final da Copa de 1958, na Suécia. O Brasileiro jamais tocara na taça Jules Rimet. Final conta os donos da casa. Aos quatro minutos e pouco, gol da Suécia. Quem não gelou, lembrando da tragédia de 1958. Um jogador brasileiro que não identifico pega a pelota e Didi sai do meio de campo para buscá-la. Ele vai com ela segurando com a mão esquerda, altivo, dono de si. Vai caminhando mansamente, quase assobiando algum chorinho, como quem diz aos demais jogadores – “calma, que o jogo nem começou direito, vamos virar essa partida já já e dar olé nesses Zé Ruela”. Resultado: apresentação de gala do Brasil. Vitória por 5 x 2 e o primeiro título mundial. Não foi um lance, foi um gesto. Mas não posso me estender. Já é final início da tarde e a cidade do Recife respira as três cores corais. Os telefonemas se multiplicam, o zap-zap está em tempo de entrar em colapso. Twitter, facebook estão feito a gora, gritos para chamar o vizinho para tomar umas, enfim. Tudo caminha para a Avenida Beberibe, logo mais à noite. São milhões de combinações de horários, lugares, botecos, barracas, caronas, desculpas no trabalho para sair mais cedo, além dos efeitos colaterais, como a absoluta falta de concentração para abotoar até a camisa, nervosismo para botar açucar no café ou para discutir qualquer coisa lógica. Se sua mão já está tremendo, não se preocupe, você é absolutamente normal, torce mesmo pelo Santa. E no meio deste frenesi, um lance não me sai da memória. O jogador do Bahia se prepara para bater a falta – perigosíssima, por sinal. Nosso zagueiro, Alemão, está na barreira. Ele sabe que o lance pode ser fatal para o Santa, precisa fazer algo. Então ele resolve provocar. Começa a bater com a mão no peito esquerdo, olhando fixamente para o jogador do Bahia. Pela TV, dá para ver ele gritar: “Chuta aqui, é! Aqui!” Ele fica repetindo com força, e batendo no escudo coral. Parece tomado. Não tira o olho dos olhos do adversário. Está em transe. Ao seu lado, está nosso artilheiro Grafite, um mero coadjuvante. Alemão segue aos berros. Foram alguns segundos, mas me pareceram intermináveis minutos. “Aqui! Chuta aqui!” Ninguém, em sã consciência, quer levar uma bicuda no peito. Quem joga pelada, sabe que isso dói pacas. Mas Alemão, ali, preferia sentir a dor no corpo, do que sentir a dor da massa coral, em caso de um gol baiano. Na hora me ocorreu estar...

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Uma linda vitória
nov08

Uma linda vitória

Ainda estou em êxtase. De alma lavada e com o coração transbordando de felicidade. Estou assim…, de bem com a vida, distribuindo abraços e espalhando sorrisos. Senhores, que vitória. Que raça. Uma vitória que só merece aplausos. Hoje, para o nosso Santa Cruz, eu jogo confetes, abro uma cerveja, faço um brinde e estampo no peito o orgulho que tenho de torcer pelo time do povo. Aquele que quando joga a poeira se levanta. O triunfo desta tarde ensoralada, eu tomo a liberdade de dedicar a garota anônima que passou por mim no supermercado, reparou a minha camisa e perguntou quanto foi o jogo. Seu olhos brilharam de alegria. Dedico a Delmes Herval, meu sogro, que esta semana sofreu um AVC, está internado, mas hoje fez questão vestir nosso manto sagrado e mandou sintonizar a televisão do quarto do hospital para ver o Santa ganhar. Dedico a Zé, a João, a Maria e Severina. A toda zona norte. A sul, a leste e a zona oeste. A minha linda Mariá que não tirou os olhos da televisão e viu toda a partida junto de mim. Pulava, gritava, comentava. E da maneira mais pura, aliviou o meu nervosismo com sua confiança no time. Só sei que quando a gente ganha, meu mundo fica em paz. Suas avenidas, becos e ladeiras se iluminam. Janelas e portas ficam abertas. Os poetas declamam na praça. As pessoas se abraçam e conversam na calçada. Os meninos jogam bola no meio da rua. Quando o Santa Cruz ganha desse jeito, eu lembro de Pablo do Bar Raízes que, depois do jogo, cheio dos paus, ligou para mim pra saber se Samarone tinha morrido. Lembro de Raul Holanda, Danilo, Birigui, Fred Arruda e todos os tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda que estão exilados pelos quatro cantos do mundo. Lembro da alegria da Portão 10, do bandeirão da Inferno. Lembro da piscina quarada de gente nas nossas conquistas. Lembro de Bráulio de Castro, Maestro Forró, Spok, Jr Black, Bruno Pedrosa, Gildo Brasáfrica, Cannibal e tudo que é artista do Santa Cruz. Quando o nosso querido Santinha ganha desse jeito, eu tento apagar alguns dias do calendário. Fico contando os minutos e tento acelerar o relógio para apressar o tempo, na vontade que o próximo jogo chegue logo e eu corra para o Arruda, para ter o prazer de ver o meu Santa jogar e voltar a recordar de tudo que é bom nessa vida! P.S.: Soube agora que o time chega por voltas das 10h e já tem um monte de gente se organizando para ir até o...

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