Camisa nova
abr09

Camisa nova

Tem um dito popular que diz assim: cobra que não anda, não come sapo. É com base nessa filosofia e pensando no próximo carnaval, que a turma da Minha Cobra já começou a botar a Troça na rua. Com a necessidade de angariar fundos para reformar a Cobra que domina o carnaval de Olinda, os responsáveis pela Troça começaram a procurar alternativas para conseguir o dinheiro. De acordo com o diretor de alegorias, Claudemir Pereira, não é uma simples reforma na Cobra. “Vamos fazer uma nova cabeça, mudar a estrutura que sustenta o corpo e se der, trocar o tecido coral. Na verdade não é uma reforma. Estamos querendo fazer uma nova Cobra”. Dentre as várias ideias que surgiram, a mais viável foi a confecção de uma camisa. E, pelo fato de muita gente ainda procurar a camisa do carnaval deste ano, que fez uma homenagem a Chico Sciense, o lendário mangueboy  foi o tema escolhido para ilustrar a estampa. “Faremos uma pequena quantidade. Será uma edição limitada. O projeto é fazer apenas 100 camisas. Camisas brancas e camisas pretas. Masculinas e baby look. As camisas serão em malha de algodão e com a impressão em silk-screen”, informou o diretor de figurinos, Robson Senna. As camisas serão vendidas ao preço de R$ 40,00. Como será uma quantidade limitada, a turma da Troça Carnavalesca Mista Ofídica Erótica Etílica está fazendo uma pré-venda. O procedimento é o seguinte: o interessado diz o tamanho e a cor, paga 50% do valor e garante a mercadoria. “É simples. É só entrar em contato conosco, através de e-mail(gerralima@gmail.com) ou por mensagem no facebook da Minha Cobra(www.facebook.com/tcmminhacobra), que passamos os dados para depósito ou combinamos outra forma de pegar a metade do valor. Essa é a única forma que temos de garantir o tamanho e a cor”, disse Esequias Pierre, diretor de comunicação e cerimonial. Então, meus nobres, está dado o recado. Com um tiro só você mata dois leões. Adquire a camisa e ajuda a turma da Troça a fazer a nova Cobra. E domingo, todos ao Arruda! TCMOEE Minha Cobra www.facebook.com/tcmminhacobra...

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Nossa palavra abalizada
abr07

Nossa palavra abalizada

Depois de três meses entregue ao DM, tratando de uma tendinite, voltei aos gramados, ganhei três seguidas, bateu o cansaço e desisti de ir ao Arruda. Tentei assistir na TV. Pra não perder o sono, na metade do segundo tempo acionei a função soneca da televisão e fui adormecendo. Só que Samarone havia me passado a função de escrever algo sobre o jogo. Do que vi na partida, se fosse para escolher um personagem, teclaria umas linhas sobre o paletó de Milton Mendes. Um calor dos infernos e o cara vestido com uma roupa daquela? Aquele terno deve ter algum sistema de refrigeração ou é feita de algum tecido especial para quem mora no deserto do Saara ou no Vale da Morte na Califórnia. Só pode ser. Bom, como não fui ao Arruda e nem assisti ao jogo todo, recorri ao zap-zap para ver os comentários dos amigos. Seguem abaixo, algumas boas opiniões sobre ontem. Para evitar problemas judiciais, pois não pedi autorização para fazer a publicação, não colocarei o nome dos autores. Torcedor 1: “Esse técnico é doido. Esse General não passa de um recruta. O time tá uma bosta”. Torcedor 2: “Néris já fez três merdas em campo”. Torcedor 3: “Ítalo Borges parece que é sócio. Ganhou uma promoção do programa de sócios e tem o direito de jogar 10 minutos. Pedro Botelho vai entrar. Outro sócio sorteado.Vocês tem que participar da próxima promoção, mas tem que devolver o uniforme depois”. Torcedor 4: “O melhor do jogo é o paletó do treinador”. Torcedor 5; “Esse técnico só pode tá usando esse jogo pra fazer experiências no time. Que porra é essa?!” Torcedor 6: “Minha esperança é que MM além de treinador, seja mágico. Vai ver que esse paletó é da época que ele trabalhava no circo”. Torcedor 7: “Leandrinho ainda fez algo hoje. Chegou até a aparecer para receber bola. Raniel tá perdido. Pedro Botelho entrou com disposição. Bruno Moraes não recebeu bola decente. Tem de melhorar muito. Léo Moura no meio… nulo”. Torcedor 8: “Rapaz, esse técnico estudou muito e ficou meio doido mesmo. Um calor do carai e o cara de paletó e gravata. No jogo passado, botou dois laterais esquerdos. Hoje entrou com um time e com meia hora de jogo trocou o lateral direito improvisado por um atacante que nunca tinha jogado e que também entrou improvisado na direita. Mas… vamos apoiar. TRIIIIII”. Torcedor 9: “Acho que só vamos precisar trazer: 1 lateral direito, 2 zagueiros, 1 lateral esquerdo, 2 volantes, 2 meias, 2 atacantes. Cinco de verdade. Cinco do nível de Uillan Correia. Daí, esses podem brigar para serem titulares ao lado...

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Um papo com o “Professor”
abr01

Um papo com o “Professor”

Hoje, por uma dessas coincidências da vida, encontrei MM no shopping. De pronto, o reconheci. A patroa foi logo instigando. — E aí, vamos falar com ele? — Relaxa, deixa o cara comer. MM tava almoçando. Discreto, estava sozinho na mesa, batendo um prato de camarão. Bebia algo parecido com suco de limão. Talvez até fosse uma limonada. Fiquei por ali, tentando vencer a timidez e esperando a hora certa de dar o bote. Se fosse pela primeira-dama, era para eu ter ido ao primeiro impulso. — Vai! Daqui a pouco chega alguém. Vai lá, diz que é do Blog. Inventa uma história. Diz que é jornalista. Essas coisas… — Relaxa. Peraí. Foi quando eu vi que ele estava quase acabando o almoço, me levantei calmamente e o abordei. — Opa. Tudo bom?!! – eu disse. — Tudo bem! – ele respondeu. A mulher não segurou a curiosidade, terminou rapidamente a comida e veio pra perto. — Olha, sou do Blog do Santinha. Não sei como está teu tempo, será que a gente podia bater um papo? – eu perguntei e já fui sentando na cadeira ao lado. — Sim! Claro! – com simpatia e de forma tranquila, MM topou na hora. — E aí, muito trabalho? – tentei começar algo que parecesse uma entrevista. — Oh rapaz, nem fale! Muito trabalho, viu. Aproveitando aqui a hora do almoço pra dar uma relaxada. Eu continuei meio sem jeito. Afinal não sou jornalista. Sem saber direito o que perguntar e sem querer importunar o cara, por um instante fiquei mudo. Mas minha esposa foi ágil e mandou essa: — E a cidade, tá gostando? — Cidade, como assim? – ele indagou. — Recife! — Ah, tá! Recife! Rapaz, Recife é um lugar fantástico. Apesar dos problemas, é um lugar super agradável. Olha, em minha opinião, Recife é uma cidade que cresceu muito dentro de um pequeno espaço físico. Mas as broncas que tem por aqui são comuns em qualquer cidade grande. E foi falando outras coisas da nossa Veneza brasileira. Fiquei até impressionado com o conhecimento dele a respeito da capital pernambucana. Nessa hora passou um cidadão vestido com nosso manto coral. Aproveitei o ensejo e tentei emplacar o futebol no nosso bate-papo. — Acho essa camisa, uma das mais bonitas! MM apenas deu uma discreta risadinha. Quando vi, meio que de repente, o garçon trouxe a conta. Nem percebi MM ter pedido para passar a régua. A esposa olhou para mim de forma repreensiva. Assim, como quem tá querendo dizer, “putz, deixa de conversar merda”. Emendei rapidamente. — Sim. Já vai? E o time, da pra ajeitar? Vai ter...

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