Quarta-feira tem mais
mar19

Quarta-feira tem mais

Desde a terça-feira de carnaval que eu não tomava uma cerva. Na quarta-feira de cinzas fui nocauteado por uma virose que me derrubou por vários dias. Me mandei para o Arruda na secura de encontrar os amigos e encher a cara de cerveja. Não quis nem saber se a breja era feita de milho, de cevada ou de soja. Eu queria era beber. Zeca farrapou. Samarone desapareceu. Esequias e Robson Sena estavam pianinhos. Tomei algumas antes da partida com Edgar Assis. Pela primeira vez na minha vida, bebi naquele posto de gasolina BR que fica na esquina. Um esquema meio gourmet, mas pra quem estava a praticamente 20 dias sem beber, tava valendo tomar uma em qualquer lugar. Bebemos, conversamos umas besteiras e nos mandamos pro estádio. Edgar foi pra sociais. Eu fui pra arquibancanda. De um tempo pra cá, ou vou pras cadeiras, ou vou para arquibancada. O jogo foi uma tranquilidade. Facilmente, metemos cinco a um no time de Caruaru. Tinha até vaga para mais. Perdemos penalti, duas bolas na trave e alguns gols perdidos. O tal do Pitibull sabe jogar bola. Everton Santos foi o melhor jogador em campo. Anderson Sales é um dos melhores batedores de falta do futebol brasileiro. E, finalmente, Velez entrou numa partida oficial. Só faltou a estreia de Fecundo Porra no gramado do Arruda. O público foi bem fraquinho. Tinha mais instrumento de percussão do que gente na arquibancada. Atrás da barra era a batucada da Inferno. Na linha do escanteio o batuque da P10. E rente ao meio campo, a charanga da Império Coral. Puta que pariu, tinha hora que era um poluição sonora do caralho. Cada uma batendo de um jeito e cantando uma cantiga diferente. Só faltou o Orquestrão tocando frevo e a Sanfona Coral tocando forró. No primeiro tempo, saímos vencendo de três a zero. Dois gols de Everton Santos. Mesmo assim, um rapaz que estava perto de mim esculhambava o nosso jogador. “Esse cara fez dois gols, mas o bicho o muito ruim. Um gol desses, até eu fazia”. Interessante que Pitibull também fez um gol bem fácil, mas o rapaz começou a latir em homenagem a Pitibull. Doido é quem tentar entender a lógica que existe na cabeça da torcida. No intervalo, eu fui derramar a água do joelho. Um cidadão no banheiro estava esculhambando o velhinho Vitor. O nosso lateral. Pensei em discutir com o torcedor. Mas doido é quem leva em consideração esses malucos que só sabem reclamar. As vezes eu fico achando que, se o Santa Cruz fosse um Barcelona da vida, alguns torcedores iriam se suicidar por não ter motivos para...

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Bate-papo do blecaute
mar13

Bate-papo do blecaute

Meus amigos tricolores, eu estava lendo os comentários aqui no Blog da postagem anterior de Gerrá. Uma coisa me assustou: estamos apontando as mesmas falhas desde janeiro. O blecaute que o Santinha sofreu ontem na Arena é muito sintomático: os problemas apontados não foram sanados.. Foi um dos piores jogos que vi na vida – e foi, sem dúvida, o pior segundo tempo que já tive o desprazer de assistir. Já está ficando repetitivo falar da transição de bola entre os setores de campo, a falta de domínio de bola, os equívocos de posicionamento, a falta de ataque, o isolamento de Pitbull, as trapalhadas das laterais e a ruindade mesmo desse time. O amigo Guilardo citou uma coisa importante: o velho Eutrópio parece que não tem variação tática nenhuma. Há um marasmo na estratégia que chega a ser temeroso. Tricolor Revoltado deu nota zero para Primão, Everton Santos e Barbio. Alguém, em sã consciência, discorda disso? Ainda mais revoltado, eu daria zero para Roberto e Léo Costa que estava irreconhecível. Eu demitiria todos esses, dando chance apenas para Léo Costa. O resto pode ir para a puta que pariu. E, sem delongas, podem levar Eutrópio também. Dizíamos que ele não conhecia nossa realidade. Esse medo parece que está se confirmando. Se continuarmos assim, podemos dizer adeus à Copa do NE. Madson e Genivaldo apontaram de maneira correta a insistência e falta de visão de Eutrópio: por que danado insistir com os perronhas? E os meninos de base? Sumiram do mapa? Pelo amor de Deus. André Tricolor citou as possibilidades de colocarmos Marcílio, Sheik e Salles. Eutrópio passa a semana com frescurinha sobre o elenco e escala uma bosta de time desses. Não dá, meus amigos. Paciência tem limite. Meus amigos sabem que sou um cara otimista. Mas, também sou filósofo, logo o pensamento crítico se faz presente. Um otimista realista tem que encarar a verdade, a realidade nua e crua. E nossa realidade, agora, não é das melhores. Estou puto da vida com esse jogo. Perder para as barbies é foda. Alguns podem até acreditar que esse time é razoável para a Série B e que, ao menos, permaneceremos lá. Não, não é. Esse time está abaixo do razoável. Se continuarmos nessa pisadinha, podem preparar a paciência e o saco para ver jogo da Série C em 2018. Ou a mudança surge logo ou o gosto amargo da incompetência será o prato do dia por um longo tempo. E já que esse post é um bate-papo, o que os amigos tricolores esperam de nosso futuro? Irei ao Arruda dia 18 cabreiro com esse time. Imagino o coração na Série...

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Queriam levar nosso estandarte
mar09

Queriam levar nosso estandarte

Depois de um carnaval antológico nas ladeiras de Olinda, onde a Minha Cobra fez até chover, por pouco nosso estandarte não foi roubado. Ou sequestrado, conforme sugeriu alguns. Isso mesmo. Tentaram levar nosso estandarte. Após nosso arrastão, Allan, nosso coordenador orquestral, levou o estandarte e deixou ele guardado na casa da sogra dele, Dona Benira. O fato é que na quinta-feira, logo após a quarta-feira de cinzas, um espertinho deu uma de João Sem Braço. O elemento chegou até a casa da sogra de Allan, bateu palmas educadamente e gritou o famoso “ô de casa”.  Dona Benira saiu pra atender. O sujeito jogou um papo bonito, disse que tinha autorização, falou que iria levar o estandarte para uma festa e num sei que, num sei que lá. Para nossa sorte, Dona Benira se ligou nas paradas e indagou: – que estandarte? O sujeito disse: – o da Cobra Coral! – a única cobra que tem aqui é a do meu marido. O individuo ficou meio sem graça, mas insistiu com a conversa. Disse que era amigo de um dos diretores do bloco e que ía levar o estandarte para um evento no clube. Dona Benira segurou a onda e não titubeou. Ameaçou fazer uma ligação para saber dessa história e o safado se saiu. Esequias e Allan Robert acham que foi uma tentativa de sequestro. Eu e Robson acreditamos que queriam mesmo era roubar para tocar fogo. Claudemir tem a opinião que tudo não passou de um desejo, um fetiche de torcedor de futebol. – acho que o cara queria levar pra casa. Tirar foto. Mostrar aos amigos. Torcedor tem dessas coisas. – Ok. Beleza. Mas é só pedir que a gente empresta ou libera pro cara tirar foto. Aliás, até a cobra, se alguém quiser passar uns dias com ela, a gente empresta.  – eu disse. Enfim, roubo, sequestro, fetiche, seja lá o que for, estamos atrás de descobrir quem foi a pessoa que tentou pegar o estandarte da nossa troça. Dona Benira nos falou que se tratava de um rapaz alto, meio agalegado e forte. – ele usava boné, mas deu pra ver que tinha o cabelo curto. Ele tinha cavanhaque. Perguntamos a ela sobre a roupa. A coroa nos disse que o cabra vestia uma camisa branca de malha e uma bermuda jeans preta. – ele num tinha cara de ladrão não, nem de maconheiro. Bom, estamos tentando descobrir quem foi. Desde hoje cedo, o retrato falado já está circulando nas redes sociais corais santacruzenses das bandas do Arruda. Se alguém souber quem foi nos avise. Vai ver que Claudemir tem razão e o cara quer apenas ter...

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Ruindade, tabu e cabaços voadores.
mar06

Ruindade, tabu e cabaços voadores.

Assisti ao jogo do Santinha contra o Salgueiro no Bar Sukito – na esquina do 13 de Maio. Sama não pôde vir, estava resolvendo questões amorosas. Muito justo e está perdoado. Pedi uma cerveja antes de o jogo começar. À minha direita estava sentado um senhor torcedor da Barbie e que descia o sarrafo em tudo e todos. À minha esquerda, um tricolor mais irado ainda – era tanto xingamento que pensei que, assim que o juiz desse o apito inicial, o apocalipse iria se instalar na terra. Logo que a partida começou, o Santa Cruz foi para cima. Estava com vontade e muita garra. Barbio corre pelo meio de campo, toca para Pitbull que lança em profundidade Léo Costa que quase faz um golaço. “Começamos bem”, pensei. Será que as substituições de Eutrópio deram certo? Chegando aos dez minutos do primeiro tempo, Pitbull pega a bola fora da área, chuta e a bola desvia no zagueiro. Golaço! Todo tricolor santacruzense deve ter pensado: “Pronto, vamos dar uma lapada homérica no Carcará. E como é que a gente perdeu desse time na semana passada?” Entretanto, alguma coisa estranha ocorreu depois do gol. Parecia que tinha alguém escondido nas arquibancadas com um controle remoto todo poderoso. O time do Santa foi desligado, ficou offline e sem conexão. O espaço entre o meio de campo e o ataque cresceu e o Santinha não conseguia atacar. O segundo tempo foi ainda pior. Ainda bem que Júlio César está se firmando como um grande goleiro. Estamos criando um novo paredão. Mas, pior do que a desconexão com o ataque foi a atuação das laterais. Vítor, que vem fazendo boas atuações, parecia cansado de guerra. Mais cansado do que corredor no fim de maratona no Saara. O desgaste muscular deve estar atrapalhando. Jogou muito abaixo de sua própria média. E Tiago Costa parecia disperso, desentrosado, mal posicionado. As laterais batiam cabeça, erravam no domínio e saída de bola e na marcação. Evidente que quebrar um tabu de seis anos é muito bom. Vencer é sempre bom. Mas fiquei preocupado com esse time. Eu pensava que era uma questão de ajustes no posicionamento, corrigir a transição da bola e acertar mais os passes. Estava enganado. É preciso pensar na ruindade como um elemento presente. Não dá para vacilar diante do Central na próxima rodada, mesmo sabendo que esse regulamento esquizofrênico nos beneficia. E não é que a Patativa fez sua primeira pontuação, colocando o Belo Jardim mais distante de nós?! Chega a ser vergonhoso ter uma preocupação dessas. Não entrar na semifinal nesse campeonato é um insulto à torcida. O mais legal dessa rodada, contudo,...

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Uma derrota importante
mar03

Uma derrota importante

Hoje começou o futebol pra mim. Aliás, ontem. E começou meio devagar. Ainda enfadado da folia do carnaval, deixei de ir ao Arruda. Arreguei o sofá da casa de Breno e vi o jogo pela Sky. Não tomei um gole de álcool. Assisti ao jogo de cara limpa. Do começo do ano pra cá, este foi o quarto jogo que vi. Havia assistido a derrota contra o Belo Jardim. Depois assisti nossa virada contra o Central. Sábado passado vi o jogo contra o Uniclinic. Não sei nos outro jogos, mas em todos as pelejas que vi, o Santa Cruz não jogou bem. A defesa é pra deixar qualquer torcedor se borrando de medo. Penso até que a derrota de ontem foi importante, para dar um “tá ligado” no elenco, no treinador e na diretoria. Mas acho cedo pra meter o pau. Entretanto, porém, todavia, os corneteiros já começaram a botar as unhas pra fora e soltar bala pra todos os lados. Tem torcedor que parece ter orgasmo quando o Santa Cruz perde. Foi acabar o jogo e meu zap se encheu de mensagens esculhambando  tudo. Para alguns já estamos fora do quadrangular final, não passaremos da próxima fase da Lampions League e provavelmente seremos rebaixados para Sericê. Aos mais íntimos eu mando logo tomar no fiofó. Aos que não tenho intimidade, respeito a opinião e fico calado. Mas voltando ao futebol de ontem, me surpreendeu o público presente. Eu estava apostando que não teríamos nem dois mil apaixonados no Arruda. Mas o público foi maior do que o clássico da quarta-feira de cinzas na ilha da fantasia. Me surpreendeu também a disposição e a bola que o velhinho Victor está jogando. Espero que a musculatura dele aguente por um bom tempo. Só não me surpreendi foi com a ruindade de Wellington César. O Santa Cruz precisa urgentemente arrumar um time para esse rapaz ir jogar ou então arrumar um emprego diferente para ele. O time ainda está se arrumando, isso é lógico. Mas tem uns cabras aí que, pelo visto, não vão se arrumar nem aqui, nem na puta que pariu. Primão e Barbio são dois deles. No mais, é juntar os amigos, alugar uma Van, pegar a 232 e se mandar para Salgueiro. Um bom programa para o final de semana. Comer carne de bode, curtir o calor do sertão e ver o Santa Cruz arrancar uma vitória na terra de Manoel Tobias....

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