Ah! É Givanildo!
jul08

Ah! É Givanildo!

Não consegui ir ao jogo. Definitivamente, aquela Arena não foi feita pra mim. É sempre complicado viajar para aquele lugar. Tentei combinar com Gileno de irmos juntos, não deu certo. Falei com Claudemir, deu errado. Mas não poderia deixar de assistir ao jogo, afinal, era a estreia de Givanildo. O nosso Givamito. Então, resolvi ir para o bar. Por via das dúvidas, para não dar azar, falei com Marconi e fomos para o Bar Real. Ali, nunca vimos o Santa Cruz perder um jogo. Entre cervejas e tira-gostos, vimos a alegria dos garçons e, pela TV, o sorriso estampado na cara da nossa torcida. Foi quando me lembrei de 2005. Naquele ano fantástico, ganhamos o estadual com uma rodada de antecedência e pegamos o embalo para o brasileiro. Começamos a seribê, a todo vapor. Nas dez primeiras rodadas, metemos um 3 a 1 no Capibaribe, lá na casa deles, e enfiamos um 4 a 2 no Bahia, em plena Fonte Nova. Sorríamos, facilmente. Naquela Seribê, ir para o Arruda era certeza de vitória. Carlinho Bala e Rosembrick eram nossos craques. Valença era raça pura na defesa. Andrade Cabeção dominava na proteção da zaga. Naquela Seribê, era a Sanfona Coral, a Kombi Coral, o fezão da casa de João, a bebedeira, os abraços coletivos, as farras no Empório, as amizades, a felicidade. Não havia bafômetro, nem cinto de segurança. No motor da Kombi Coral, a gasolina passava pelo carburador e o álcool pelo fígado do motorista e dos passageiros. A gente sorria à toa. Nosso time nem era lá essas coisas, mas tinha raça e comando. O velho Giva era o professor. E todos jogavam juntos. Treinador, jogadores e a torcida. Fomos vencendo e nos mantendo entre os primeiros. O Arruda foi ficando pequeno. A cada jogo, a massa coral era maior e empurrava o time para Série A. Nos classificamos para as finais. Sim, naquela época, eram pontos corridos e os quatro primeiros jogavam entre si para ver quem se classificaria para elite. Santa Cruz, Grêmio, Capibaribe e Portuguesa foram disputar as finais. Foi quando Chiló ligou pra mim e disse: — Bora pra São Paulo, fazer forró no Canindé? Nem pensei. Disse sim, na hora. Alessandra também topou. Samarone foi no embalo. E assim nos mandamos para São Paulo, para ver Santa Cruz e Portuguesa. Na bagagem, camisa do Santa Cruz, sanfona, zabumba e triangulo. Viajamos de madrugada. Nos hospedamos na casa de amigos. No Canindé fizemos um forró que entrou para história. Duas cenas permanecem vivas na minha memória. Sempre que lembro, me emociono. A gente estava entrando no Estádio, tocando forró. Um senhor baixinho veio ao...

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Simples assim.
jul02

Simples assim.

Meus amigos tricolores, esse jogo contra o Oeste foi um dos piores jogos que vi na vida. O Santinha estava apático, sem esquema tático, errando muitos passes, mal posicionado, completamente perdido dentro do campo. Como o sujeito fica muito puto com essas coisas e quer mandar todo o mundo para a puta que pariu, muitas vezes é melhor respirar fundo e tentar se acalmar. Começamos a decair na tabela e é preciso agir logo – mas logo mesmo – antes que as coisas fiquem piores. Já que parece que o Capíbaribe vai mesmo para a séricê, temos três vagas para o descenso. É preciso atentar para isso. Sendo bem curto e grosso, tem umas coisas simples que devem ser mudadas. Bruno Silva não dá, meus amigos. Sem chances. Nem precisa comentar. Barbio pela esquerda é tão burro e ruim que temos que perguntar: se deu certo pela direita, por que raios colocar o cara na esquerda? Júlio César de atacante? É brincadeira. Dava um longo banco para ele. Chamem Jacsson. Foi a vergonha do ano. Até que tentei dar um crédito para Adriano Teixeira. Sinto muito, ele não entende porra nenhuma em ser treinador. Continue funcionário, jamais técnico. A lateral direita é uma desgraça. Um corredor imenso. Vallés precisa levar um esporro – já que só tem tu, vai tu mesmo. Roberto… meus amigos, o que é isso? Desnutrição, salário atrasado, retardo mental, preguiça? Sem sistema tático, não tem como ganhar de ninguém. A bola é confusa, o posicionamento é aleatório. Augusto parecia uma barata tonta. Acredito que seria saudável se a Diretoria de Futebol – que acho que já ta na hora de mudar – montasse uma comissão de avaliação técnica para analisar possíveis contratações, sopesar sobre o futuro treinador, deliberar sobre as estratégias e modelos de jogo. Vimos muitas decisões atabalhoadas e equivocadas. Isso tem que parar. Depois de seis empates, o Oeste – que, cá entre nós, é muito fraco – conseguiu uma vitória que denota nossa fragilidade. Ninguém tem mais saco para essas oscilações contínuas. Temos que jogar com o que possuímos – isso é fato – mas temos, ao menos, que saber o que estamos fazendo. Simples...

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