Arruda, eu te amo!
mar20

Arruda, eu te amo!

Um dia histórico. É o mínimo que pode ser dito sobre esse retorno ao Arruda. A emoção do reencontro da torcida com o Santinha em campo pode ser comparada a rever a amada, ter aumento no salário, celebrar com os amigos ou viver o nascimento de um filho. É emoção bruta, pura e cristalina. Estive no Arruda pela manhã para deixar minha neta no ballet. E não é que revejo o grande tricolor Ridoval?! “Zeca, ele me disse, vou ficar por aqui tomando uma até a hora do jogo”. Porra, eu pensei, que inveja. Tive que deixar as meninas em casa, almoçar e me arrumar para chegar ao Arruda às 15 horas. Quando desci na Avenida Beberibe, uma sensação atávica de bem estar invadiu meu corpo. A torcida no bar do posto, os varais com camisas do Santa Cruz, os abraços entre amigos, os risos em cada rosto, o cheiro do espetinho na brasa, a cerveja gelada e as três cores mágicas reverberando no dia que se instalava com força. Assim que cheguei no Bar de Abílio, me encontrei com Heitor, tricolor de coração e alma. Depois revi a velha guarda: novamente Ridoval, Marc, Jerry, Juninho, Renato, Lampi e sua filha linda. Conheci, enfim, Anízio. Tricolor gente fina demais. Uma pena que o velho Sama não pode comparecer. Mas Samir com quatro meses fica difícil mesmo. Completamente compreensível. E aí, em um assomo de ansiedade e amor incondicional, fui pego ao entrar no estádio, ao subir aquelas escadas amarelas. Puta que pariu, que sensação maravilhosa! A torcida urrava, o sol enaltecia nossa paixão, os deuses e as deusas celebravam conosco. Havia uma docilidade impensável em cada ser humano presente ali. Só mesmo o Santa Cruz para fazer isso. Senti falta da galera do cachorro-quente e do espetinho que não estava presente nas sociais. Mas a cerveja estava geladíssima e isso valeu muito a pena. E quando o time entrou em campo, como em um espiral que se eleva, cada tricolor coral santacruzense trouxe seu coração para campo, trouxe sua paixão transbordante para aquele momento único. Quando a bola rolou, era visível como a torcida empolgava o time. Leston chegou a falar isso em uma entrevista após o jogo. Matheusinho foi o primeiro a arriscar um chute de fora da área. O time embalou. E temos que reconhecer: esse goleiro do Caruaru City pega demais. Um senhor berrou ao meu lado, após ele fazer uma defesa absurda: “”Esse filho da puta só que ser o Banks”. Ser comparado a Gordon Banks não é para qualquer um não. O segundo tempo trouxe nosso primeiro gol com Rafael Furtado. A torcida enlouqueceu....

Read More
Segue o jogo.
mar17

Segue o jogo.

Após um período tenebroso de erros, muita arrogância, lambanças e burrices crônicas, finalmente o ProSanta lavrou. Como sempre repito, política é a arte do possível. Não dá para engolir eleições indiretas nem com a porra. Mas a vida segue e temos que pensar sempre, e antes de tudo, no bem maior, o Santa Cruz. A retirada estratégica das chapas que competiriam com ALN pode ter duas explicações: 1. Aquela foto que viralizou nas redes sociais com Tininho na cabeceira da mesa e os grandões do Santinha em encontro para firmar a vitória de ALN pode ter como causa a compreensão, enfim, de que é preciso unir forças, deixar a vaidade um pouco de lado, arregaçar as mangas e trabalhar para erguer o Mais Querido com muito trabalho e foco. 2. Tudo isso já estava esquematizado desde a viagem de Joaquim Bezerra para o exterior e nada passou de um jogo de cartas marcadas. Tudo foi encenação e ALN já havia sido aclamado como futuro presidente desde sempre, visando a SAF. Seja como for – e isso mesmo a despeito de nossa indignação com um pleito eleitoral que não teve participação dos sócios (na verdade, nem teve) – é preciso reconhecer que novos ares sopram no Arruda sem a presença nefasta do ProSanta e sua galera. No Twitter, a despeito dos idiotas esféricos (para usar uma expressão de Esequias Pierre), há um clima ambíguo: muita gente está apoiando ALN como o salvador da pátria e clamando pela SAF como o melhor dos mundos e, por outro lado, há uma tropa de elite indignada com ALN e as eleições indiretas. O caso ALN é, em si, também ambíguo no Santa Cruz. Fato que ele conseguiu tirar o Santinha da famigerada Série D. Mas também é fato que autocracia atrapalha e muito a gestão de um clube que nasceu e é do povo. Por falar em Série D, é preciso lembrar que saímos da D para a A sem SAF. É preciso lembrar do time fuderoso da A com Grafite, Keno e João Paulo sem SAF. O que nos fudeu naquele ano? Salários atrasados. Grafite, inclusive, teve que doar cestas básicas para o pessoal que trabalhava no apoio ao clube. Culpa de quem? Da porra da má administração. Ora, se o time sai da D para A na velocidade de um meteoro, que porra ocorreu para ele não se sustentar lá? E isso sem  esse papo de SAF (lembrando que SAF paga apenas 20% das dívidas do clube). No mundo real e possível, o clima interno de quem vai trabalhar com ALN parece ser  dos melhores. Até parece que estamos na A...

Read More
Fora da ordem.
mar12

Fora da ordem.

Em uma de suas canções, Caetano Veloso canta: “Alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial”. No caso do Santinha, pode-se dizer que alguma coisa está, há muito tempo, fora da velha ordem do clube. Com os sucessivos desastres do ProSanta e a saída prematura e bem-vinda de Joaquim Bezerra, novas eleições indiretas foram convocadas. O problema aqui não é dizer que estamos sendo democráticos seguindo o estatuto. O problema é que o estatuto deixou de ser democrático exatamente por não ter previsto eleições diretas em casos como esse. Daí a velha ordem ressurgiu das cinzas. Albertino e ALN lançaram suas chapas.Waldemar Oliveira – que tinha o apoio de alguns grupos políticos – abandonou logo a empreitada e deixou essa galera revoltada. Os dois contendores se debatem na tentativa torpe de um impugnar a candidatura do outro. Isso é tão vergonhoso e triste que revela a total falta de empatia desses grupos com a real situação do Santa Cruz. Tem um pessoal revoltado no Twitter dizendo que, se Albertino se tornar presidente, irá torcer para o Íbis, abandonar o Mais Querido. Nem com a porra eu faria isso. Não apoio nem ALN e nem Albertino. Ninguém quer mais do mesmo, mas é exatamente isso que o ProSanta nos entrega. É revoltante ver como essa galera é descolada do clube. Disseram nas redes sociais que a Inferno está apoiando ALN. Não sei se procede. Criticaram o ProSanta e Joaquim com veemência. Creio que seria a hora da nossa organizada fazer política e exigir eleições diretas em vez de apoiar x ou y. Se eu fosse conselheiro, votaria nulo e escreveria uma carta aberta à torcida exigindo eleições diretas e tempo para que chapas progressistas se candidatassem. Essa velha ordem vai afundar ainda mais o clube. E para quem ainda defende essa temeridade da SAF como a salvação eterna, o que me diriam se Laércio Guerra comprasse o Santa Cruz? Ou se um grupo de investidores ligados a Joaquim Bezerra assim o fizesse? Em SAF, meus amigos e minhas amigas, não tem crítica, não há democracia e que se foda o povão. Iludir-se com isso não é minha praia. Mas em política não dá só para criticar e não ter propostas factíveis, é preciso ser propositivo e pragmático. Sendo assim, tenho minha chapa em mente em um mundo ideal, surreal, anárquico, revolucionário, onírico e carnavalesco. Quem comporia minha chapa? Esequias Pierre para presidente. Sama para vice. Fred Dias no jurídico. Gerrá em assuntos aleatórios. Inácio como diretor de futebol e minha nora, Anna, no marketing. Oxe, em pouco tempo estaríamos disputando a Séria A, a Libertadores e caminhando...

Read More
Travou, mas voltamos!
mar07

Travou, mas voltamos!

Depois daquela derrota vergonhosa contra o Retrôcesso, eu  escrevi uma crônica chamada “A vergonha! A vergonha!” inspirada em uma frase de Joseph Conrad, “O horror! O horror!” de sua obra O Coração das Trevas que virou o filme Apocalypse Now. Depois de escutar muita zoação por causa daquela vergonha, fui entrar aqui no blog para postar. E não é que o acesso estava interditado?! Dava a porra e eu não conseguia publicar nada. Até Rubens, leitor do blog, havia me enviado um texto para publicar aqui como colaboração. Demorou, mas agora vai. Falei com Sama, Gerrá e Inácio sobre o problema. A solução? Anízio. O caba saca tudo de tecnologia de comunicação e me explicou que era preciso pagar o domínio e a hospedagem do blog. Me ajudou demais e pagamos e aqui estamos de volta. Há muitas histórias nesse blog. Muita tradição. Textos primorosos e temos que manter essa chama sempre viva. Vida longa ao Blog do Santinha! Nesse ínterim, muita coisa aconteceu. Conseguimos ganhar de maneira sofrível contra o Vera Cruz. Minhas amigas e meus amigos, que pelada foi aquela? Que jogo horrível. Parece inegável que o futebol pernambucano está vivendo uma crise enorme. É preciso pensar isso com cautela e encontrar soluções imediatas e para o futuro. Do jeito que vai não está nem um pouco legal. A notícia bomba veio no meio do caminho: Joaquim Bezerra renunciou ao cargo de presidente do Santinha após menos da metade do mandato realizado. Incrível o que o ProSanta e o IPC conseguiram fazer com o clube em tão pouco tempo. A galera está nervosa no Twitter e a palavra de ordem parece ser o clamor por eleições diretas já no Arruda. Alguém aí acredita em Marino Abreu à frente da gestão do clube? Mais do mesmo? Creio que sim. Defendo plenamente a abertura de um processo eleitoral no Santinha. Creio que esse período tétrico serviu, ao menos, para nos vacinarmos contra propostas mirabolantes e redentoras. As forças progressistas precisam se pronunciar, montar chapas realmente sintonizadas com o Santa Cruz e com expertise suficiente para reverter esse cenário de devastação que assola o Arruda. Incrível que, até agora, não conseguimos nem mesmo ir ao estádio para ver uma partida ao vivo. Inacreditável isso. Saudade do melhor cachorro-quente do mundo, dos papos malucos em Abílio, da energia da torcida em campo, da emoção de ver o time entrando no gramado e, mais do que tudo, gritar gol feito loucos alucinados. É bom demais. Salve meu Santinha! E eleições diretas já no...

Read More