Vinte e um e Carnaval.

Meus amigos tricolores, todos já ouviram a célebre afirmativa de início de ano: “Ora, o ano só começa mesmo depois do Carnaval”. Pelas bandas do Recife e Olinda, esta festa que deveria durar três dias, na verdade, já começou em dezembro.
As ladeiras de Olinda já estão fervilhando. As prévias ensandecem os mais loucos e o Mercado da Boa Vista deve entrar para o Guinnes Book como a maior concentração domingueira do mundo.
Mas como nesse país nada segue regra alguma, o futebol decidiu nos presentear com a Taça Asa Branca já neste janeiro. Finalmente poderemos retornar ao Arruda. Próximo sábado, dia vinte e um, às 17:20 (eita horário louco da porra!), retornaremos à nossa casa.
É um bom momento para vermos como o time de Eutrópio está reagindo às suas ordens. A boa notícia é que diversos garotos da base – e que disputaram a Copa São Paulo – estão se tornando realidade. Temos agora Lucas, Thawan e Otávio. Espero que Eutrópio acerte essa defesa. Basta de tanta perronhice.
O Bady deu uma de bad boy e deu o pitu no velho Eutrópio. Debandou para a Turquia. Por outro lado, Elicarlos foi oficialmente apresentado. Disseram que ele deu a louca com as barbies por causa de salários atrasados. Se essa política de não respeitar o salário dos jogadores e dos funcionários continuar no Santa Cruz, vai ter muita gente dando a louca por essas bandas.
Sem dinheiro no bolso não tem como exigir bola em campo. Lembro do velho Robgol e do torcedor desconsolado chorando aos seus pés. Problema crônico do Santinha que nos afundou na Série A do ano passado. Basta ver o destaque que estão dando na mídia para Keno, Grafite e JP. Quem diria, hein?
O Payssandu também realizou um treino aberto para a torcida neste mês. Será um jogo interessante: duas equipes disputando uma taça, mas com um elenco tão novo quanto bumbum de bebê. A busca pelo entrosamento e identidade será a tônica nesta pré-temporada.
Depois do jogo é descer direto pro Carnaval para tomar todas. E por falar nessa festa tão especial, a troça carnavalesca mista, ofídica, etílica e erótica Minha Cobra está se preparando pra ficar dura, digo, para sair na rua.
Gerrá logo vai aparecer por aqui para publicar detalhes sobre a troça. Além de divulgar a camisa mais do que esperada. Vai ser cana, meus amigos.
Que ansiedade da porra: jogo no sábado e Carnaval por todos os lados. Recife e Olinda serão invadidas, novamente, pelas cores que traduzem seu espírito popular: vermelho, preto e branco.
Minha Cobra está doida pra subir.

Author: Zeca

Zeca é professor doutor em Filosofia. O amor pelo Santa Cruz vem de berço. Aos cinco anos o pai já o levava ao Arruda. Escritor e poeta, tem diversos livros publicados. Escreve também no blog Ars Diluvian em que trata de arte, política e ciências humanas. É metaleiro e toca na banda Agelon de Brutal Death Metal. Mora na Boa Vista e sente muito orgulho de estar sempre perto do Pátio da Santa Cruz.

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7 Comments

  1. Rapaz, não acho legal essa de não ter disputa pelo Chico Science nesse ano. Devia ser junto com a disputa do Asa Branca, quem ganhar levaria os dois.

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  2. Os blocos e troças carnavalescas que homenageiam o Santa Cruz são sempre destaques do carnaval em todo estado de Pernambuco, que bom ver as cores do “mais querido” do clube das multidões abrilhantando o nosso carnaval em vários municípios.

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  3. Alguém…tem alguma novidade sobre a transação envolvendo Raniel?

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    • Tem até maio para o Cruzeiro optar em ficar com 60% dos direitos dele por US$ 1,2MI. Só sei isso.

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  4. Ano após ano o Santa Cruz é chacota na imprensa nacional por conta dos salários atrasados. Em 2015, foi o empresário de Léo Gamalho. Em 2016, dessa vez, o empresário do Biancucchi. Em 2017, a entrevista de Grafite fez os tricolores receberem mais gozações pelo Whatsapp do que mensagem de feliz ano novo. O clube trata os atletas de forma paternal e por razões óbvias essa falta de profissionalismo ocasiona em débitos e passivos milionários trabalhistas.
    Para deixarmos de sermos chacota nacional, temos que passar a tratar os atletas de maneira profissional. De todo esse tempo que eu acompanho o Santa Cruz, a única vez que eu escutei alguma promessa de profissionalismo foi na candidatura de Joaquim Bezerra. A promessa era que os jogadores viriam com cláusula contratual de produtividade, ou seja, receberiam um salário integral (ou bônus por produtividade, como queiram chamar) caso fossem relacionados. Caso ficassem encostados, receberiam apenas um salário base baixo enquanto seus respectivos empresários procurariam um outro clube. Isso ocorre em qualquer ramo empresarial, o salário do funcionário depende das metas alcançadas. Assim, o funcionário almoça no balcão da loja, vai trabalhar nos finais de semana, com dengue, zika e etc porque sabe que seu salário depende das metas que a empresa alcançar.
    O questionamento seria o seguinte: qual atleta aceitaria um contrato assim? A resposta é simples; todos os contratados da temporada 2016. A explicação também é simples, nenhum dos contratados, pelo Santa Cruz na temporada 2016, tinha mercado na série A e uma parcela grande sequer na série B.
    A grande maioria do nosso elenco, na temporada passada, não tinha nível sequer de série C. Após um punhado de atletas terem conseguindo se alocar em equipes da série A, em 2017, a torcida ainda está tentando encontrar razões para o nosso rebaixamento. Basta relembrar os lances de gols que fica claro o motivo da nossa queda, o time cometia erros primários e muitas vezes bizarros em quase todas as partidas. Atletas caiam por cima da bola e geravam contra ataque, o goleiro soltava a bola no pé do atacante adversário, defensores ficavam esperando a bola chegar ao pé ao invés de ir de encontro a bola e assim foi a nossa breve passagem pela série A. O clube trouxe jogadores sem mercado a peso de ouro, o rebaixamento foi fruto dessa má gestão. Tivemos que sofrer rodada após rodada porque a reformulação do elenco era inviável porque os atletas trazidos não tinham e não têm mercado.

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  5. Ano após ano o Santa Cruz é chacota na imprensa nacional por conta dos salários atrasados. Em 2015, foi o empresário de Léo Gamalho. Em 2016, dessa vez, o empresário do Biancucchi. Em 2017, a entrevista de Grafite fez os tricolores receberem mais gozações pelo Whatsapp do que mensagem de feliz ano novo. O clube trata os atletas de forma paternal e por razões óbvias essa falta de profissionalismo ocasiona em débitos e passivos milionários trabalhistas.
    O questionamento seria o seguinte: qual atleta aceitaria um contrato assim? A resposta é simples; todos os contratados da temporada 2016. A explicação também é simples, nenhum dos contratados, pelo Santa Cruz na temporada 2016, tinha mercado na série A e uma parcela grande sequer na série B.

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  6. Todos os anos, sem exceção, o Santa Cruz sofre penhora de algum patrimônio. As torres de iluminação do estádio, por exemplo, já perdi as contas de quantas vezes foram a leilão. Na peça jurídica, não adianta clamar que o ex-atleta não tinha mercado e que nunca mais voltou a atuar em um clube da dimensão do Santa Cruz. Não adianta alegar que as relações de trabalho eram baseados na humanização do ambiente de trabalho e não na exploração do trabalhador. Em futuro breve, novas penhoras e bloqueios judiciais serão causados por esses atletas.
    O Santa Cruz deveria ter aprendido a lição com o empresário responsável por levar a partida com o Corinthians para a Arena Pantanal. A expectativa é que o Santa Cruz teria um lucro milionário e poderia quitar uma ou talvez duas folhas salariais. Com um público, no entanto, de pouco mais de 7 mil torcedores, o Santa Cruz terminou recebendo ainda menos do que se o jogo fosse no Arruda. Alguns comentários vislumbram que o clube teve até prejuízo financeiro por contas das passagens áreas e hospedagens. Isso quer dizer, o empresário fez uma aposta que, caso tivesse obtido um retorno satisfatório, o Santa Cruz também teria lucrado. Logo, o empresário fez um acordo profissional, o que falta ao nosso clube.

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