Extra! Extra! Amanhã tem ensaio da “Minha Cobra” na piscina da Sede!

A camisa com Chico Science ficou do caralho!
A camisa com Chico Science ficou do caralho!

Amigos corais, os telefones da redação deste afamado Blog não param de tocar, desde que os diretora da Troça Carnavalesca Mista, Ofídica, Etílica e Erótica Minha Cobra confirmou a realização de um “ensaio aberto” da referida agremiação para amanhã (terça-feira), a partir das 19h30.
O detalhe é para o local escolhido: O bar da piscina, na sede do Mais Querido!
Esses caras são foda mesmo.
Alguns motivos para você se mandar para o Arruda, amanhã à noite:
1. Orquestra “Armação Musical” (é a mesma que faz o arrastão do Homem da Meia Noite);
2. Regência do Maestro Carlos (que é tricolor desde antes de nascer);
3. O ensaio será no “Parque Aquático do Clube” (exagero da gota. Não é melhor dizer simplesmente “na piscina”?);
4. Começa às 19h30;
5. Quem não comprou ainda a camisa, Esequias Pierre vai passar a noite toda no seu cangote, convencendo a comprar cinco unidades;
6. Os diretores da Troça querem nos deixar malucos. O senhor Gerrá Lima disse que a entrada é franca. O Dr. Esequias pierre diz que é preciso levar três timemanias (concursos 828, 829 ou 830) para concorrer a sorteios de camisas da PE Retrô e Minha Cobra. Se o cara chegar sem Timemania, é melhor ficar na moita e não fazer alarde, ou procurar Robson Sena, que resolve tudo em dois seegundos;
7. Vai ter meio mundo de passistas, aquele pessoal que fica se amostrando, mostrando agilidade e corpo em forma. Mas pode ficar dando seu “passo da latinha” (andando devagar, com uma latinha na mão), que ninguém vai reparar;
8. Para os obcecados por contratações, renovações, treinos, destaques, vai ser um prato cheio. Vai ser um “Minha Cobra na Mesa Redonda”. Se Tininho estiver por lá, vai ficar é doido, com tantos comentários, perguntas, avaliações, projeções.
9. Ausência confirmada: O diretor de Conteúdo Artístico da Minha Cobra, senhor Gerrá Lima, que aderiu recentemente à dengue do tipo Chicungunya.
10. O senhor Inácio França, licenciado deste blog (sem vencimentos) já confirmou presença e promete beber e cair na folia.
11. Não sabemos se a diretoria vai comparecer;
12. Só para lembrar, a letra magistral da Troça, composição de Bráulio de Castro com o sanfoneiro Chiló:

“Menina pega aqui na minha cobra/
Ela tem cabeça, tem pescoço e ainda sobra”.
Neste Carnaval, vai ser cobra pra todo lado.
Bora nessa!

Aos fissurados em folia, a dica: a orquestra faz os ensaios todas as terças e quintas no Clube Vassourinhas, em Olinda.

Gerrá, tentando sobreviver à Chicungunya...
Gerrá, tentando sobreviver à Chicungunya…

E aí, sanfoneiro, vais amarelar?

Se o sanfoneiro não amarelar, esta cena vai voltar...
Se o sanfoneiro não amarelar, esta cena vai voltar…

O sanfoneiro Chiló, da lendária Sanfona Coral, tomou chá de pantim um tempo desses. Ficou irado com o lance das “Arenas”, que estão mesmo virando elefantes brancos e caros. Depois teve crises e convulsões, quando passaram a proibir cerveja nos estádios. Nisso ele está certo. Foi uma aberração que nos custou muitos e muitos latões a menos no organismo.
Mas lembro que, numa farra no Poço da Panela, ele já tinha tomado uns aperitivos e depois de um silêncio filosófico, me contou um segredo:
“Quando a cerveja voltar aos estádios, eu volto”.
Pois bem, aconteceu o milagre da volta das cervas aos estádios em Pernambuco.
Já deve estar valendo no jogo contra o Framengo, no dia 24.
O homem da Zabumba, senhor Gerrá Lima, que escreve neste blog, já está pronto para os 90 minutos de forró, acompanhado de sua mulher, Alessandra Malvino, que toca triângulo. Tudo depende, agora, de algum novo pantim ou passamento do sanfoneiro.
“Só toco se for na sombra”;
“Se rolar um táxi para o Arruda, tudo bem”;
“Estou com suspeita de Dengue”;
“Só volto depois do Carnaval”.

São apenas algumas das desculpas esfarrapadas que ele pode inventar, para não reiniciar a temporada de paródias fenomenais da lendária e eterna “Sanfona Coral”.
Do alto da minha prosopopéia, abro os braços como quem prega no deserto musical futebolístico e lanço minha pergunta essencial:
“E aí, sanfoneiro, vais amarelar?”
Aguardemos.

Devagar, a gente vai voltando!

Por aqui, ainda estamos na maciota. Samarone parece que continua na mansidão de uma praia no litoral da Paraíba.

Na verdade, o ano só começa mesmo quando a bola rola oficialmente. Antes disto, sem muita pressa, um texto aqui, outro acolá, para ir lubrificando as ideias e destravando os dedos.

Mas amigos, o que não falta nas rodas de bate-papo tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda, são as peruas e os boatos.

É novo fornecedor de camisa, é patrocínio da Caixa, é contratação bombástica, é amistoso com num sei quem, é num sei o que, num sei que lá.

Na noite de ontem, por exemplo, em questões de minutos, recebi um monte de zap-zap. Todos tratando de contratação. Apareceu tudo que era nome de jogador que podia vir pro Santa. Elano, Felipe Azevedo, um tal de Edinaldo, outro de nome Rubram, Pedro Carmona, Cleber Santana e um estrangeiro de nome Marcio Valverde.

Falaram até em Marco Aurélio, aquele que já jogou no time da Abdias. Nessa mensagem o cabra perguntou: “e aí, tás sabendo se é verdade?”

Eu, de maneira sucinta, respondi: “Pqp! VTNC”.

Queria saber de onde sai tanta especulação. Deve existir por aí, alguém bem desocupado que passa o dia inventando essas notícias. Só pode ser.

E o interessante é que tem gente que compartilha essas coisas.

Só sei que fazia tempo que não tínhamos um inicio de temporada, tão tranquilo e tão calmo.

A diretoria conseguiu manter quase todo o time titular. As contratações têm sido feitas sem alardes e com o pé no chão. Teremos praticamente um mês para aprumar a equipe. Melhor do que isso somente a liberação da venda de bebida alcoólica nos nossos estádios.

Ontem a Lei que autoriza a volta da nossa bendita cerveja foi assinada.

Não vejo a hora de poder estar no cimento do Arruda e ouvir do gasoseiro: “Cerveja!?”

E de brindar mais uma vitória com um belo copão de Itaipava.

Vou ficando por aqui. Aliás, vou ali abrir uma latinha. Que 2016 seja tão bom ou melhor do que 2015.

Breve pausa, após um ano espetacular

Amigos corais, a redação do Blog do Santinha se reuniu no começo da semana para discutir sobre o décimo, férias, eventuais luvas, mas a única coisa concreta que aconteceu mesmo foi que decidimos, por ampla maioria (2X0) decretar férias até meados de janeiro.

Foi um ano espetaular. Recapitulemos:
Diziam horrores do nosso time.
Que não passaria sequer para as finais do Estadual.
O Santa Cruz foi campeão.
Que lutaríamos para nos manter na Série B.
Numa arrancada espetacular, o clube selou o acesso à Série A com uma rodada de antecipação.
Que o elenco seria desmanchado após o acesso.

Foi tudo ao contrário:
A marca Santa Cruz visivelmente ganhou mais projeção nacional. Nunca vi tanta matéria sobre o Mais Querido, desta vez “dando a volta por cima”.
O slogan “A torcida mais apaixonada do Brasil” já está na boca de qualquer jornalista ou torcedor. Valeu, Nivaldo Brayner.
O treinador e algumas das pricipais peças do elenco já renovaram contrato. João Paulo, um craque, renovou até 2018. Não sei como está a renovação com Catatau.

De formas que nossa redação pendura brevemente os noteboks, fotos e anotações para curtir um bom descanso.
Até breve.

Gerrá Lima (já em Catuama)
Samarone Lima (na praia dos Carneiros)

Ps. O senhor Inácio França está negociando o retorno, mas o empresário dele é forte nas negociações. Aguardemos.
ps. Não temos como ficar olhando todo dia a moderação. Então tenham cuidado com as postagens.

Menina pega aqui na Minha Cobra…

Em 2016, a Minha Cobra vai homenagear Chico Science. Se vivo fosse, o Mangueboy estaria completando 50 anos.

O interessante foi como o tema surgiu. Marcamos uma conversa com Wictor (1Outro), grafiteiro de primeira, para fechar com ele a arte da camisa. A gente havia conhecido Wictor no Largo de Santa Cruz, numa comemoração que fizemos por lá.

Papo vai, papo vem, lá pras tantas ele nos perguntou qual era a ideia do desenho. A verdade é que não tínhamos nenhuma e ficamos naquela enrolação. Ele foi certeiro, “por que vocês não homenageiam Chico Science? Ano que vem ele completaria 50 anos!”.

Pronto, estava escolhido nosso tema para o carnaval. Daí, pra frente, Wictor se juntou com seu amigo Muchacho e eles mandaram brasa na arte da camisa.

O que pouca gente sabe, é que a nossa T. C. M. O. E. E. Minha Cobra correu o risco de não fazer seu tradicional arrastão nas ladeiras de Olinda. A tal da crise, quase pega a Minha Cobra de jeito.

Mas a danada encarou a bronca de frente, serpenteou, levantou a cabeça e ficou em pé. Deu um drible na crise, conseguiu uns apoios e garantiu mais uma segunda-feira de carnaval com as cores preto-branco-encarnado.

Evoé!

Bráulio de Castro, compositor do nosso hino, fez até verso novo, pra comemorar o acesso a primeira divisão.

“Menina pegue aqui na Minha Cobra

Ela tem cabeça, tem pescoço e ainda sobra

Tem cobra pra leão, tem cobra pra timbu,

Direto do Arrudão, tem cobra até pra tu

Menina…

Minha Cobra é coral

É coral da verdadeira

Subiu, subiu, subiu,

Subiu, tá na primeira.”

Então, senhores, nesse próximo domingo, dia 13, vamos festejar.

Lançaremos a camisa de 2016, comemoraremos o acesso a série A e faremos nossa confraternização.

A farra começa as 11h, no Poço da Panela. Quem quiser, é só chegar, a festa é aberta. É festa de rua.

O ponto de referencia é a igreja que fica na frente de Seu Vital.

Sim, estaremos vendendo o primeiro lote das camisas de 2016.

Curiosidades…

Eu continuo em festa. Pensando leve, comemorando, rindo a toa e satisfeito da vida. Já comprei meus ingressos para o jogo de sábado. Um jogo com cara de amistoso, mas que vale a segunda colocação na seribê e uma chance real de entrarmos na sulamericana do ano que vem.

Por falar em ano, em se tratando de Santa Cruz, este 2015 foi bem curioso.

Nessa seribê ganhamos fora para o Bragantino, Boa Esporte, Bahia e Botafogo. Todos começam com a letra B. “B” de boca, bunda e buceta.

Para sacramentar nosso acesso, depois da vitória histórica contra o Botafogo lá no Engenhão, vencemos o Oeste e o Mogi Mirim. Oeste começa com “O” de oiti e orifício. Já o Mogim Mirim começa com a letra “M” de meter.

Coincidência ou não, essa sequência fez a Cobra subir.

Outro fato bastante curioso foi levantado por Inácio França.

Inácio, através de um estudo, fez um levantamento cujo título é: “Ganhou no Arruda, se fudeu!”.

Vejamos.

Este ano, cinco times venceram o Santa Cruz no Arruda. Sport, Salgueiro, ABC, Paysandu e a Barbie, ops, o Nautico.

Sport e Salgueiro no Pernambucano. Os demais, no brasileiro. Literalmente, todos tomaram no papeiro.

Na estreia do estadual, em pleno Arruda, o time da leoa nos venceu por 3 a 0. Daí pra frente, foram eliminados do pernambucano. Disseram que o importante era o bi do Nordestão. Aí, foram eliminados e alegaram que se concentrariam no bi da Copa do Brasil. Foram despachados da Copa do Brasil e alardearam que o foco era a Sulamericana. O final dessa história, vocês sabem.

Já o Salgueiro inventou de ganhar pra gente de 1 a 0. Um jogo malassombrado, onde metemos três bolas na trave. O Cárcara definhou na final disputada contra nós. Além disso, quase eram rebaixados para seridê.

Na seribê, perdemos três jogos. Literalmente, os três times que ganharam para o Santa Cruz, se fuderam.

A primeira equipe a nos vencer dentro do Arruda foi o ABC. Ainda era a quarta rodada do campeonato. A seribê nem acabou e time das letrinhas está rebaixado para sericê.

Nossa segunda derrota foi para o Paysandu. Os caras chegaram aqui com pinta de quem iria subir e nos derrotaram por 2 a 1 com um gol de Betinho. ficaram várias rodas brigando pelo acesso. Depois disso, disputaram 13 jogos, só ganharam 16 pontos e deram adeus ao acesso.

Por fim, a turma dos aflitos. Se meteram a besta e nos venceram na nossa casa. Botaram pra fora sua tradicional arrogância. Na rodada seguinte levaram uma cipoada de 4 a 1, foram perdendo pontos e no final morreram na praia.

Anotações mínimas

Amigos corais, sigamos festejando.
Ma hoje, o que me ocorreu foi uma saudade imensa do velho e bom Caça Rato.
O gol contra o Sport, num lance improvável, parando, driblando Magrão e escolhendo o canto.
O gol fundamental contra o Betim, quando saímos, de vez, daquela desgraça da série C.
Outros times têm na sua história as glórias.
Nós temos em nossa história nossas derrotas e fracassos.
Isso nos faz enormes.
Um grande clube do futebol brasileiro renasceu – e está no seu devido lugar.

Volta por cima

*Texto do cineasta Ugo Giorgetti, publicado hoje no Estadão.

Não gosto muito de pesquisar nem de me preocupar com datas precisas. Mas acho que foi mais ou menos há de dez anos que um clube grande e respeitável começou sua caminhada para o inferno.

Por essa época o Santa Cruz do Recife, caiu para a Série B do Brasileiro. Foi um golpe para sua enorme torcida, mas que não podia saber o que ainda a esperava nas sucessivas temporadas.

O Santa foi caindo, primeiro para a Série C, o que já era uma tragédia para um time tão vitorioso, e depois, último degrau descendente, para a Série D. Pouca gente ouve falar na Série D do Campeonato Brasileiro. Lá é o último círculo do inferno. De lá ninguém volta, dizem os mais aterrorizados pela sua ameaça. De fato, descer para além da D é impossível. Alguns times grandes e tradicionais foram parar na Série B, houve até quem despencasse para a Série C, mas nunca para as profundezas da Série D, que eu saiba. A não ser o Santa Cruz.

Depois de uma derrocada dessas o que sobrou do clube? Um estádio de 60 mil lugares, o Arruda, “o mundão do Arruda”, e uma torcida acostumada a lotá­lo, mas completamente desesperada. O desespero durou pouco. Compreendendo que o Santa só contava com ela, a massa passou a lotar o estádio. Nunca em jogos da Série D, houve tanto público, nunca caravanas de abnegados torcedores se deslocaram do Recife para viajar mais de 500 quilômetros para ver um jogo esquecido por imprensa, televisões e demais órgãos.

Assim aos poucos, num sacrifício alegre, a torcida se impôs o dever de reerguer o Santa. Seu acesso à Série C foi comemorado discretamente. A não ser pela parte da torcida que mais sofria, pelo pessoal do Blog do Santinha, por exemplo, uma espécie de diário do sofrimento e também da alegria e da exaltação de torcer pelo Santa.

Nesse blog há os relatos incríveis das peripécias para ver jogos além da imaginação. O Santa foi caminhando e chegou à Série B: daí houve comemoração. A grande torcida percebeu nessa ascensão um sinal de que as coisas poderiam ser outras. O Santa estava vivo. O Arruda já abrigava lotações incríveis durante todo o tempo em que o time perambulava pela Série C.

Na Série B a coisa continuou como se a caminhada fosse única e o fim da estrada já fosse visível. Desacostumado ao convívio com times importantes a trajetória do Santa na Série B foi cheia de obstáculos.

O sabor da tragédia ainda às vezes pairava sobre o Arruda. Uma derrota inesperada ou surpreendente desencadeava uma nunca inteiramente sufocada desconfiança no pior. Mas a torcida engolia e ia em frente.

Neste ano comecei a achar que a hora tinha chegado quando o Santa trouxe de volta o Grafite, para comandar seu ataque. Não só pela contratação em si, mas pela manifestação da torcida na estreia do jogador: foi de assustar. A torcida em peso comunicava ao time que esperava, ansiava e, mais do que isso, sabia que o Santa tinha ressuscitado. De repente foi como se nada mais pudesse deter a viagem rumo à Série A. Inácio França me mandou duas gravações feitas no aeroporto de Recife na chegada do time depois da vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, no Rio. Era um jogo decisivo, mas não o derradeiro. No entanto, a comemoração era de campeonato. É daquelas imagens que ao vê-­las fica uma vontade grande de estar lá e ver tudo com os próprios olhos. Pensei em ir para Recife ver o jogo final, não pude. Pensei em ir para o último jogo, da festa, da volta por cima, da restauração do time, agora ocupando seu lugar junto aos demais grandes. De novo, não pude.

Não importa. Fica para uma outra vez. Porque haverá outra vez. Depois de ter cumprido essa epopeia, ao ter deixado a Série D e, sempre no campo e às suas próprias custas, voltado à elite do futebol, não me causaria surpresa se o Santa não parasse mais e um dia desses ganhasse também a Série A. Nesse dia vou estar lá.

http://esportes.estadao.com.br/noticias/geral,volta-por-cima,10000003280

Para a massa coral, não tem “Black Friday”

Amigos corais, parece que o novo Santa Cruz ainda vai conviver com o velho Santa Cruz por algum tempo.
Falo isso por causa do preço dos ingressos para o jogo de amanhã.
Na verdade, não falei antes porque não estava muito preocupado com isso. Depois da classificação, eu só fiz mesmo foi comemorar e me exibir com as camisas do Santa pelas ruas do Recife.
Mas ontem à noite, um amigo tocou no assunto.
“Visse o preço dos ingressos?”
“Ah, para a festa, acho que vai ser na faixa de R$ 30,00 e R$ 15,00. O Arruda vai pipocar. Casa cheia”, respondi.
“Que nada, Sama. Arquibancada inferior a R$ 60,00 e anel superior a R$ 30,00!”.
Ele estava bem puto da vida. Reclamou umas duas horas e meia. Também fiquei.
Porra, passamos o ano penando, indo para tudo que era jogo, dia de sábado, terça e quinta à noite, fazendo tudo o era possível para chegar junto com o clube, apoiar, e no dia da festa, vem este “presente”?
Pois vou dizer, meus amigos. Só mesmo um milagre para o Arruda encher amanhã. Não é mau agouro, mas a simples, reles e nada fácil realidade. Estamos numa crise econômica interminável e, para quem não lembra, estamos no famoso “fim de mês”.
Cito o caso de um amigo, o senhor “WN”.
Todo jogo ele está lá, com uma turma de amigos. Se organizam, compram seus uísques, ficam no mesmo lugar, onde tem gelo, água de côco etc. São uns dez, doze camaradas. Quando já estão bem bonitinhos, vão para o anel superior.
Tem de tudo. Gente que trabalha em produtora, pintor, eletricista, comerciário. Todos apaixonados
Se dez deles forem ao Arruda amanhã, a fatura na bilheteria vai ser de R$ 300,00 (anel superior).
Os idiotas da objetividade vão dizer que “a turma quer gastar com uísque mas não que gastar com o Santa, é?”
O idiota da objetividade acha que o jogo é só o que acontece durante 90 minutos, dentro do estádio. O jogo começa na hora que ele acorda e termina na hora que ele vai dormir. Encontros, biritas, lembranças, tirações de onda, tira-gosto, fazem parte do jogo.
Eu mesmo, que só assisto jogo na arquibancada, acho que paguei, ao longo do ano, uma média de R$ 40,00 por jogo. Por que amanhã tenho que pagar R$ 60,00?
Ahmmmm… porque é o último jogo do ano, porque é preciso pagar os prêmios, porque isso, aquilo.
Acho que o motivo é outro.
O velho Santa Cruz ainda está bem vivo, dentro do novo. Os valores de amanhã são do velho Santa, que penaliza sua torcida na hora da festa. Se bobear, daqui a pouco o velho Santa vem aquele papo de “gourmetizar” a massa coral, aumentando o valor da mensalidade, dos ingressos etc. No dia em que elitizarem o acesso da massa coral ao Arruda, o Santa vai virar um velho doente, daqueles que passam o dia tossindo e só vivem à base de remédio.
Não tenho dúvida que os ingressos com preços a R$ 30,00 e R$ 15,00 (até 40 e 20) deixariam o Arruda entupido até a borda.
E sinceramente, a renda seria muito maior. E a festa muito mais linda.
Pena que o novo Santa não tenha pelo menos pensado numa promoção hoje, para fazer uma gracinha com o tal “black Friday”. Algo do tipo “leve cinco apostas da Timemania e ganha X% de desconto”.
É a famosa “bola fora”, no último jogo do ano.
Que pena.
**
Para quem quiser apoiar (e divulgar) o projeto financiamento para reedição do meu primeiro livro, vai o link:
https://www.catarse.me/ze_apml

Acabou o caô! A cerva nos estádios foi liberada ontem!

Amigos corais, estava meditando agora de manhã para escrever o texto sobre o ano glorioso de título estadual + acesso + mudanças importantes na gestão do clube + outras emoções aleatórias, quando recebi uma mensagem do meu cunhado Pedoca:
“Cervejinha liberada nos estádios. Iurrruuuu!!!
Encerrei a meditação, liguei o computador e fui buscar as notícias.
É verdade.
Ontem (24), um pequeno milagre aconteceu. O deputado estadual Antônio Moraes reapresentou a PL 107-2015, projeto que libera a comercialização de bebidas alcoólicas em jogos de futebol nos estádios de futebol de Pernambuco e pasmem! – foi aprovada por 18 x 13.
A bancada evangélica tentou se articular para derrubar o Projeto, mas não conseguiu.
Então me lembrei da palavra “Caô”, que a massa coral vem cantando a plenos pulmões, em homenagem ao nosso Grafite:
“Acabou o caô, o Grafite voltou, o Grafite voltou”
Ou seja: Acabou a mentira, enganação, conversa fiada, enrolação.
Já entrevistei este deputado, que sempre lamentou não ter tido o apoio declarado dos clubes nem da Federação Pernambucana de Futebol para ser aprovado. Depois de um tempo, ele retirou o projeto da pauta.
Também escrevi sobre isso, aqui no Blog.
Nunca aceitei (nem entendi) essa idiotice de banir a reles, essencial e fundamental cerva no estádio. “Ela aumenta a violência”, é o que alardeiam os defensores, cheios de caô, sem nenhum dado, nada que confirme a tese do suposto aumento.
Me pergunto se mudou alguma coisa, desde que a loira gelada foi proibida, desde 2009. Na verdade, só piorou. Todo mundo que conheço (inclusive eu), passou a beber de forma voraz e exagerada, fora do estádio, porque sabe que serão duas horas de secura. Fora a venda clandestina de bebidas diversas, que tem em todo estádio.
Os amigos da Sanfona Coral avisaram que só voltariam quando liberassem a cerveja.
“Rapaz, não dá para ficar numa lua daquela, tocando durante duas horas na arquibancada, sem poder tomar uma cervejinha gelada”, já me confessou o zabumbeiro e cronista deste Blog, senhor Gerrá Lima. Xiló, o sanfoneiro, é cheio de pantim, mas nesse ponto, ele está certo.
Outros estados já liberaram: Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.
Quer dizer que há brasileiros que podem beber em alguns estádios, mas em outros, são tratados como meninos que não sabem se comportar. Isso é bem ridículo.
Mas não se animem muito para sábado. Os trâmites legais duram uns 15 dias, e só mesmo no Pernambucano de 2016.
Breve, escutaremos aquela frase linda, repetida entre um lance e outro:
“Cerveja, Coca e água!”
E a Sanfona Coral puxando o famoso “la, laralaia loraraia… Santa!”
Ah, o governador Paulo Câmara, que é torcedor do Santa, tem o poder de veto. Mas ele deve ter bom senso de sobra neste ponto. No mínimo, algum assessor importante que diga:
“Governador, se o senhor vetar esta lei, vai prejudicar imensamente o próprio Santinha”.