A velha Kombi Coral, 16 anos depois, vai ganhar “Versão Série A” domingo, no Poço da Panela
fev19

A velha Kombi Coral, 16 anos depois, vai ganhar “Versão Série A” domingo, no Poço da Panela

Amigos corais, neste domingo, a partir das 10h01, teremos um fato histórico. O sehor Evaldo Gomes de Moura, (este da foto), vulgo Naná, vai festejar a aposentadoria da velha Kombi Coral, que completou 16 anos dia 3 de fevereiro. São 499 jogos, num caderninho que Naná guarda com todo carinho. Tem todos os jogos, estádios, lotação da Kombi etc. Como embaram na Kombi uma média de 15 pessoas por jogo, Naná deve ter levado cerca de 7.500 torcedores aos estádios da Região Metropolitana do Recife. “Não dava mais. A bichinha está toda enferrujada, quebra direto. Também é foda. Ela está acompanhado o Santa desde 2000. Viu de tudo. Subimos, descemos, acabamos na pior, com a Série D, mas nunca falhou. Encerrou a carreira campeã estadual e na Série A”, diz Naná.  A nova, na verdade, é uma seminova, que Naná comprou de um amigo com um desconto. “Não é que a bicha ficou pronta às vésperas do jogo na Ilha? De lá, só temos boas notícias”, comemora. A seminova vai se inaugurada com amigos e todos os que quiserem “chegar junto”, para matar saudades das viagens malucas. Kombeiros históricos, como K2, Jota Peruca e vários outros forasteiros, estão sendo convidados. “A partir das 10h vamos estar na frente da Sede para uma farra, tirar fotos, depois ver quantos vão caber na nova”. Naná vai botar o panelão no fogo e quem quiser incrementar, é só chegar junto. “Chegar junto” quer dizer o seguinte: quem quiser levar um tira-gosto, um pedaço de carne para botar no panelão, uma bebidinha, pode ficar à vontade. Se for cerveja, leve gelada. Visivelmente emocionado, Naná diz que não imaginava ter feito tantas viagens assim. “Só depois, com a ajuda de Seu Vital, que foi somando, é que fui vendo que foi muita quilometragem pelo Santa”, comemora. Depois de “esquentar”, o Kombão Coral seguirá para a Ilha do Retiro. “Como tem a Lei Seca e é bom ficar esperto, chamei meu primo, Boy, que não bebe, e ele vai dirigindo”. Naná tem um sonho para este domingo. “Seria a coisa mais maravilhosa se a Sanfona Coral desse uma palhinha, e se a “Moça Coral” viesse, usando a faixa. Mas eu sei que se ficar nublado, Xiló fica preocupado com resfriado, vamos ver se a Moça Coral vem”, disse. Consultado sobre um possível “pocket-show”, o zabumbeiro Gerrá ficou invocado. “Se for tocar para a massa coral em homenagem à Kombi, nós vamos. Agora, esse negócio de pocket-show é muita frescura!”. O Blog do Santinha, que já fez várias matérias sobre o Kombão Coral, deseja muita sorte a Naná em seu novo veículo de lazer coral e...

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Breves apontamentos sobre uma derrota com gosto de vitória
fev15

Breves apontamentos sobre uma derrota com gosto de vitória

Amigos corais, antes de ecrever meu texto semanal, evito ler os comentários. Se o Santa ganha, reclamam, se empata reclamam, se perde, reclamam. Se Ramon estivesse jogando, tinha cara dizendo que o chute dele estava meio fraco, que estava na barca etc. Ontem mesmo, no Arrudão, um amigo disse que achava Thiago Cardoso “fraco”. Tudo bem, mas vamos aos fatos e contrafatos. 1. A bendita cerva gelada Entrei no estádio com um amigo. Ele estava com um copão de cerveja na mão, quando foi entrando, pensou em tomar de gute gute, porque a PM não gosta de gente que bebe em estádio. Mas ele disse “vou testar”, e foi revistado, e passou pelos caras sem que ninguém desse um piu. “Porra, me vinguei!”, disse ele, saboreando o precioso líquido. 2. O jogo em si, como dizem nas conversas Primeiro tempo memorável. Um time que tocava a bola de forma consistente, cada um parecia ter feito aquilo desde criancinha. O Bahia, meu deus, parecia mais um time do interior do estado, jogando com medo da Cobra Coral. Acho que aos 15 minutos, o goleiro deles já estava fazendo cera. O gol foi um vacilo, mas fica o meu registro. Vamos fazer uma bela Copa do Nordeste. 3. O gigante Grafite Tem guente que ainda fala mal do nosso craque. Ontem, na minha refinada opinião futebolística, o negão fez a melhor partida desde que desceu do helicóptero, ano passado. Correu, bricou, tocou bola, driblou. Estava virado, com sede de gol. Se ele estava qurendo mandar recado para alguém, o recado foi dado. Depois acertaram a cabeça do nosso ídolo, ele sangrou rios, foi operado à beira do campo sem anestesia e voltou. Acertaram outra, ele voltou a sangrar, nova cirurgia, mais 15 pontos e não conseguiu. Gerrá, que só assiste jogo nas sociais, disse que ele saiu puto, porque era para terem feito uma nova cirurgia para voltar e marcar dois golaços. (Vi agora no site do Santa que o nosso craque teria se cortado no supercílio, mas pra mim, olhando da arquibancada, a cacetada foi na cabeça. Pode ser um questão de ponto de vista, mas que o bicho estava comendo a bola, estava. Além disso, corte na cabeça é bem mais dramático do que no reles supercílio). 4. Juiz ladrão, bandeirinhas batedores de carteira Um dos piores tipos de juízes que acho são aqueles que ficam invertendo faltas, matando jogadas, irritando os jogadores, torcedores. O trio de ontem foi uma desgraça e prejudicou o Santa Cruz. “Prejudicou” é eufemismo. Ele roubou descaradamente. Até o pênalti clarísisimo o miserável sonegou ao Mais Querido. 5. Reforma urgente! O presidente já anunciou...

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Menina pega aqui na Minha Cobra
fev11

Menina pega aqui na Minha Cobra

Muitos não imaginam a trabalheira que dá para botar uma Troça na rua. Principalmente quando essa Troça tem além da orquestra, uma cobra de quase 25 metros. A turma começa os trabalhos logo após o carnaval. É reunião de avaliação, planejamento para o próximo ano, acerto de contas e outras coisas. Depois vem a ilustração da camisa, a cotação nas malharias, a procura de apoios e patrocínios, etc e tal. Camisas prontas, é hora de cair em campo para vendê-las. Para carregar a Cobra, são 15 pessoas. Quem faz isso é a turma do Poço. São onze no corpo, dois na cabeça e mais dois na coordenação. Os coordenadores são Ninha e Boy. Eles é que cuidam da compra do lanche, da água e ficam no corre-corre coordenando a turma que carrega a Cobra. “Levanta a cabeça, estica mais, segura um pouco, anda, bora, bora….”, é o falatório deles durante o arrastão. Naná é o cara que cuida do transporte de toda essa galera. Esse ano, ao invés de dar algumas viagens na Kombi Coral, ele sugeriu alugar um ônibus. Sugestão que acatamos na hora. Nessa brincadeirinha, são 15 na cobra, mais uns 30 na orquestra e mais dez nas cordas que protege os músicos. Tem também, Sebastião. O artista plástico que fez a Cobra. Todo ano é ele quem fica responsável pelos concertos na nossa ofídica. Sebastião é um andarilho e é desses caras que vivem numa boa, sem pressa e sem se preocupar com o corre-corre da vida. Certa vez, acho que no carnaval de 2014, faltando uns quatro dias para o sábado do Galo, ligo para ele para saber como estavam os serviços. Ele me perguntou porque tanta pressa. O cabra achava que o carnaval só começaria umas duas semanas depois. Este ano, quando telefonamos, ele estava em Petrolina e calmamente nos disse que estaria voltando na semana pré-carnavalesca. Depois de dar o grau na Cobra, a gente tem o trabalho de levá-la, junto com o estandarte, para Olinda. Na semana pré, a Cobra e o estandarte ficam guardadas numa casa na rua de onde a Troça sai. E aí, vai chegando a segunda-feira de carnaval. Uma ansiedade toma conta da gente. Um nervosismo bate e ficamos na expectativa que tudo dê certo. No dia, às seis hora da manhã, começa telefone a tocar. É um acordando o outro. É mensagem pra lá, mensagem pra cá. Tudo sossega, quando a orquestra toca seus primeiros acordes e a Cobra levanta. Nessa hora a massa coral solta o grito e se joga no frevo. Nessa hora, a gente relaxa porque não tem mais volta. A Troça Minha Cobra...

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Bacalhau tá na pior!

Não é comum o Blog do Santinha publicar links. Mas estamos falando de Bacalhau. Vai o link do site do Santa. Vamos ajudar, caralho! http://www.santacruzpe.com.br/futebol-profissional/santa-cruz-presta-apoio-e-trabalha-para-recuperacao-do-torcedor-bacalhau

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Aos 102 anos, o velho Santa Cruz nunca esteve tão moço
fev03

Aos 102 anos, o velho Santa Cruz nunca esteve tão moço

O cara ser amigo de Esequias Pierre tem que estar preparado para emoções diárias. Ontem à noite eu estava tomando minha singela sopa de feijão, no “Sukito”, defronte ao Parque 12 de Maio, quando resolvi ligar e saber o que ele andava fazendo. “Rapaz, estou aqui na Praça do Arsenal, vim dar um abraço em Bráulio de Castro, autor de várias músicas do Santa. Passa aqui que a gente olha o bloco dele, depois vamos ao Poço da Panela, ver o Urso Boa Pinta e te dou carona até em casa”. O sujeito é disposto, tem carro e quando está dirigindo, não bebe. Além disso, é doido do juízo pelo Santa. Ou seja, o amigo perfeito. Paguei a sopa (R$ 5,00) e encontrei meu amigo. Pra variar, estava conversando e gesticulando muito com Robson Sena. Eles fazem tanta coisa que sugeri a criação de uma empresa de eventos, a “Pierre e Sena Associados”. Demos uma volta, falamos com Bráulio. No caminho para o Poço, ele me falou que no dia seguinte (hoje), teria uma pelada no Pátio de Santa Cruz, para celebrar os 102 anos do Santa. “Só se for”, pensei. A única pelada que funciona às seis da manhã, há vinte anos, é a dos “Caducos F.C”, do Poço da Panela. Vimos o Urso Boa Pinta e ele, de fato, me deixou na porta de casa. Hoje acordei às 5h30. “Vou lá, ver essa invenção de Esequias”. Cheguei de bicicleta no Pátio às 6h20 e os dois times já estavam aquecidos, com padrões, chuteiras, bola etc. Robson Sena, claro, estava em um dos times. A pelada dos 102 anos do clube coral teve como destaque o atleta Gerrá Lima, meia de armação clássico, que fez o gol da vitória dos “novos” x “fundadores” do Santa. Foi elogiadíssimo pela crônica desportiva presente: Rodolfo Aguiar e Sílvio Ferreira. Vai sair matéria na Globo Esporte, a mais tarde. Foi um belo começo de manhã, lembrando aqueles bravos rapazes que criaram uma nação. Rodolfo Aguiar, ex-presidente coral, falou da história do Santa, lembro da força de sua torcida. Alírio Moraes, o atual presidente, lembrou do momento presente, os desafios dentro e fora do campo (como o de melhorar o acesso ao estádio), para que o clube tenha um futuro sólido. Esequias agradeceu a todos que compareceram e conclamou a torcida a não se contentar apenas em ser sócio e ir aos jogos, mas em participar ativamente da vida do clube. Mas foi um senhor de 60 anos, desconhedico, que roubou a cena. Ele se aproximou timidamente da roda, na frente da igreja, e pediu a palavra. “Minha mãe costumava dizer que o...

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